Retrospectiva XXIX Congresso SPO pela Prof. Drª Helena Agostinho

A Dr.ª Helena Afonso Agostinho cumpre em novembro o primeiro ano à frente dos destinos da Sociedade Portuguesa de Ortodontia, repassa os objetivos que estão em curso no âmbito do seu mandato e faz um breve balanço do recente congresso da sociedade científica.
Drª Cristina Teixeira aborda o tema “Ortodontia: o poder da escolha” à Dental Pro

Para Maria Cristina Faria Teixeira, o XXIX Congresso da Sociedade Portuguesa de Ortodontia (SPO) é “um congresso impulsionador da atualização científica e de formação clínica. Exatamente por esse motivo, adequámos o tema do congresso – Ortodontia: o poder da escolha”.
Prof. Drª Helena Agostinho faz antevisão do XXIX Congresso SPO à Saúde Oral

Em contagem decrescente para o XXIX Congresso SPO, Prof. Drª Helena Afonso Agostinho, vice-presidente do Congresso, faz um apelo à participação de todos naquele que será uma “oportunidade de partilhar os conhecimentos mais atuais da Ortodontia”. Leia a entrevista.
Drª Cristina Teixeira faz antevisão do XXIX Congresso SPO ao Journal of Dentistry

A Drª Cristina Teixeira faz a antevisão do XXIX Congresso SPO, com o tema “Ortodontia: O Poder da Escolha”: Importância do diagnóstico médico.
Prof. Drª Helena Agostinho é a convidada do mês do Journal of Dentistry

A Drª Helena Agostinho foi a convidada do mês do Journal of Dentistry, onde aborda o poder das nossas escolhas e decisões no nosso percurso da vida.
Antevisão do XXIX Congresso SPO da Drª Cristina Teixeira à Saúde Oral

Mais de duas dezenas de palestrantes de alto calibre nacional e internacional vão estar no palco do evento magno da Ortodontia nacional.
Inscrição de sócio terá novo sistema de pagamentos

A SPO terá em breve pagamentos através de:
– Paypal
– Multibanco
– Cartão de Crédito
– Novo sistema SEQR.
Inscrição de sócio SPO

Estamos neste momento a desenvolver uma nova plataforma em que é mais fácil, intuitiva a sua inscrição.
Dra Maria Cristina Faria-Teixeira falou com a Revista MAXILLARIS

O XXIX congresso da Sociedade Portuguesa de Ortodontia regressa em outubro (dias 26 a 28) à região de Lisboa, mais concretamente às instalações do Tagus Park, em Oeiras. “Ortodontia: o poder da escolha” é o mote desta edição do encontro anual que contará, como habitualmente, com um painel de oradores de referência.
Entrevista Prof. Drª Helena Agostinho – Opinião Especializada

“A ortodontia continua num caminho de grande evolução e transformação” A médica e médica dentista Helena Afonso Agostinho, que assumiu há meses o cargo de presidente da Sociedade Portuguesa de Ortodontia (SPO), constata que a evolução na área da ortodontia digital é diária, mas considera que a chave de um bom tratamento ortodôntico “é e continuará a ser o profissional de saúde, seja qual for o meio envolvido no tratamento”. Em entrevista à Maxillaris, a também docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e da Universidade de Barcelona sustenta que a base do sucesso no investimento em novas tecnologias é a formação. Neste contexto, perante a crescente oferta formativa, “há que ser criterioso no processo de escolha e optar por formação credível e preferencialmente certificada”, sublinha Helena Afonso Agostinho. Como comenta o panorama da ortodontia, uma área em plena evolução? A ortodontia atual reflete a tendência de que a escolha da técnica a utilizar, numa conjetura em que os meios digitais têm ocupado um espaço cada vez maior, é vital. O poder da escolha – o tema do nosso congresso deste ano – é por isso fundamental: o tratamento com aparelhos ditos “convencionais”, sejam fixos com brackets ou removíveis, é e continuará a ser a opção em muitas situações. Os alinhadores “invisíveis” com inúmeras opções no mercado vieram introduzir um novo paradigma. O recurso a ancoragem esquelética está mais difundido, bem como a inteligência artificial. Sistemas híbridos usando as diferentes técnicas em conjunto e potenciando o que de melhor cada uma tem para oferecer, providenciando mais segurança, qualidade, e menor tempo de tratamento. Com estas opções, aliadas ao grande entusiasmo na classe pela enorme quantidade de estudos e artigos científicos sobre estes temas, leva-me a concluir que a ortodontia continua num caminho de grande evolução e transformação. Acha que já se conseguiu retomar a fase pujante (que estava a consolidar-se antes da pandemia) em termos de valorização, adesão, intervenção precoce, resultados estéticos de excelência, etc.? A adesão por partes dos pacientes é cada vez maior porque sentem que os tratamentos propostos têm êxito e esse sentimento é passado à sociedade em geral. Desde a reabertura do país, em maio de 2020, após a primeira vaga de Covid-19, os doentes perceberam que os médicos dentistas/estomatologistas estavam muito bem preparados e equipados e poderiam efetuar os seus tratamentos sem riscos acrescidos. A resposta é assim afirmativa, já se retomou a normalidade numa evolução constante. Que critérios ou valores essenciais deve observar o médico dentista que centra o seu exercício no campo da ortodontia? Os valores são os que definem a bioética: a beneficência, a não maleficência e a justiça; ou seja: dever de tratar, não fazer dano e não discriminar. Em suma, os mesmos que todos os outros profissionais de saúde. Deve prestar ao paciente os melhores cuidados de saúde oral ao seu alcance. O médico dentista deverá centrar a sua atividade profissional no paciente e no melhor tratamento que lhe pode oferecer no sentido de lhe proporcionar bem estar fisico, social e mental. Na sua opinião, que cuidados deve ter o profissional na abordagem ao paciente antes de optar por determinado tratamento ortodôntico? Pessoalmente valorizo muito a história clínica. Como docente e pelo pouco tempo que os profissionais têm pode haver a pressão para nos centrarmos apenas no motivo da consulta. Os antecedentes pessoais e familiares são guias para ainda maior exploração no exame objetivo, compreensão dos meios auxiliares e para o diagnóstico e plano de tratamento. O sucesso do tratamento depende do diagnóstico. E depois informar – os pacientes e os seus encarregados de educação – das opções de tratamento tendo em atenção o seu direito de autonomia. Como comenta a evolução na aparatologia ao serviço da ortodontia contemporânea? Sendo uma área de atuação que implica com a estética, é muito apelativa a novos e inovadores tratamentos e meios de diagnóstico. A evolução na área da ortodontia digital é diária com cada vez maior utilização de tecnologia 3D, o CBCT, scanners intra e extra orais de alta precisão. A tecnologia com recurso a Inteligência Artificial é cada vez maior, nomeadamente na área dos alinhadores invisíveis com simulações e previsões muito realistas e fiáveis. É todo um mundo tecnológico em evolução e expansão. O futuro da ortodontia é hoje! Mas… olhando para o futuro, não esquecendo o passado. É indiscutível que as novas tecnologias resultam numa maior eficácia, rapidez, precisão e conforto no tratamento ortodôntico, mas isso exige elevado investimento em material. Na sua opinião, quais são os “prós e contras” da odontologia digital? A base do sucesso no investimento em novas tecnologias, nomeadamente a digital, é a formação. Com cada vez maior oferta formativa há que ser criterioso no processo de escolha e optar por formação credível e preferencialmente certificada. Depois, ponderar se o investimento aplicado na ortodontia digital será uma mais-valia para o paciente e para a Unidade de Saúde Oral ou apenas uma forma de atrair “clientes”. A tecnologia digital quando bem aplicada pode ter várias vantagens comparativas como redução de erros, redução de tempo de diagnóstico, melhor e mais realista previsão do resultado final. A introdução deverá ser gradual porque o investimento pode chegar a valores extremamente elevados e é necessário tempo de aprendizagem. Não é, não obstante, panaceia para um bom tratamento ortodôntico. Como já referi, a chave de um bom tratamento ortodôntico é e continuará a ser o profissional de saúde, seja qual for o meio envolvido no tratamento. Numa era de inovação tecnológica e novas metodologias de tratamento, que importância atribui ao fator “diagnóstico” e ao conceito de “abordagem multidisciplinar” em contexto ortodôntico? Como não pode deixar de ser, a nossa bagagem passada acaba sempre por pesar nas nossas decisões e atitudes. O tema da minha tese de doutoramento foi “Alterações morfoclínicas em crianças com patologia respiratória crónica e respiração oral”. Foram crianças das consultas de Estomatologia Pediátrica do Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria). A interação com a Pediatria, a Otorrino